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Posted: 2010-01-18 19:07:08

[more...]: 1em; margin-right: 1em;">
Assista em primeira mão em 'HD' ao NOVO VÍDEO em homenagem a Cecília Meireles. Caso a sua ligação a internet não seja muito rápida, espere antes carregar o vídeo.
Mais uma vez homenageio a grande Cecília Meireles. Desta vez com um videodcast.
Poesias:
Canção, Canteiros, Motivo da Rosa, Inscrição na Areia, Serenata, Motivo, Retrato, Timidez, Primeiro Motivo da Rosa, Leveza e Noções.
Músicas:
Em BG - Mystirio, Departure, Island End - BeatdockMusic e Wave, Tom Jobim e Vinícius de Morais. Seguidas de The Story, Brandi Carlile; Nascente, Beto Guedes; Anos Dourados, Chico Buarque e Tom Jobim.
Um bom início de ano!
DOWNLOAD
VIDEO1(abra numa nova 'tab'/janela)
Click To Play
VIDEO2 (abra numa nova 'tab'/janela)
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Assista em primeira mão em 'HD' ao NOVO VÍDEO em homenagem a Cecília Meireles. Caso a sua ligação a internet não seja muito rápida, espere antes carregar o vídeo.
Mais uma vez homenageio a grande Cecília Meireles. Desta vez com um videodcast.
Poesias:
Canção, Canteiros, Motivo da Rosa, Inscrição na Areia, Serenata, Motivo, Retrato, Timidez, Primeiro Motivo da Rosa, Leveza e Noções.
Músicas:
Em BG - Mystirio, Departure, Island End - BeatdockMusic e Wave, Tom Jobim e Vinícius de Morais. Seguidas de The Story, Brandi Carlile; Nascente, Beto Guedes; Anos Dourados, Chico Buarque e Tom Jobim.
Um bom início de ano!
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Posted: 2009-11-12 11:02:56

[more...]rgin-right: 1em;">
Já estava me preparando para fazer esta gravação, quando encontrei esta jóia de Letícia Sabatella e Marcus Viana.
Não consegui seguir adiante…
A interpretação de Letícia está linda e dispensa quaisquer comentários.
Na Floresta
Na floresta não existe nem rebanho, nem pastor
Quando o inverno caminha, segue seu distinto curso como faz a primavera
Os homens nasceram escravos daquele que repudia a submissão
Se ele um dia se levanta, lhes indica o caminho, com ele caminharão
Dá-me a flauta e canta!
O canto é o pasto das mentes
E o lamento da flauta perdura mais que rebanho e pastor
Na floresta não existe ignorante ou sábio
Quando os ramos se agitam, a ninguém reverenciam
O saber humano é ilusório como a cerração dos campos
que se esvai quando o sol se levanta no horizonte
Dá-me a flauta e canta!
O canto é o melhor saber,
e o lamento da flauta sobrevive ao cintilar das estrelas
Na floresta só existe lembrança dos amorosos
Os que dominaram o mundo e oprimiram e conquistaram,
seus nomes são como letras dos nomes dos criminosos
Conquistador entre nós é aquele que sabe amar
Dá-me a flauta e canta!
E esquece a injustiça do opressor
Pois o lírio é uma taça para o orvalho e não para o sangue.
Na floresta não há crítico nem sensor
Se as gazelas se perturbam quando avistam companheiro,
a águia não diz: 'Que estranho' Sábio entre nós é aquele que julga estranho apenas o que é estranho
Ah, dá-me a flauta e canta!
O canto é a melhor loucura e o lamento da flauta sobrevive aos ponderados e aos racionais.
Na floresta não existem homens livres ou escravos
Todas as glórias são vãs como borbulhas na água
Quando a amendoeira lança suas flores sobre o espinheiro,
não diz: 'Ele é desprezível e eu sou um grande senhor'
Dá-me a flauta e canta!
Que o canto é glória autêntica e o lamento da flauta sobrevive ao nobre e ao vil.
Na floresta não existe fortaleza ou fragilidade
Quando o leão ruge não dizem: 'Ele é temível'
A vontade humana é apenas uma sombra que vagueia no espaço
do pensamento e o direito dos homens fenece como folhas de outono
Dá-me a flauta e canta!
O canto é a força do espírito e o lamento da flauta sobrevive ao apagamento dos sóis.
Na floresta não há morte nem apuros
A alegria não morre quando se vai a primavera
O pavor da morte é uma quimera que se insinua no coração
Pois quem vive uma primavera é como se houvesse vivido séculos
Dá-me a flauta e canta!
O canto é o segredo da vida eterna e o lamento da flauta permanecerá após findar-se a existência.
Letícia Sabatella/Marcus Viana
Já estava me preparando para fazer esta gravação, quando encontrei esta jóia de Letícia Sabatella e Marcus Viana.
Não consegui seguir adiante…
A interpretação de Letícia está linda e dispensa quaisquer comentários.
Na Floresta
Na floresta não existe nem rebanho, nem pastor
Quando o inverno caminha, segue seu distinto curso como faz a primavera
Os homens nasceram escravos daquele que repudia a submissão
Se ele um dia se levanta, lhes indica o caminho, com ele caminharão
Dá-me a flauta e canta!
O canto é o pasto das mentes
E o lamento da flauta perdura mais que rebanho e pastor
Na floresta não existe ignorante ou sábio
Quando os ramos se agitam, a ninguém reverenciam
O saber humano é ilusório como a cerração dos campos
que se esvai quando o sol se levanta no horizonte
Dá-me a flauta e canta!
O canto é o melhor saber,
e o lamento da flauta sobrevive ao cintilar das estrelas
Na floresta só existe lembrança dos amorosos
Os que dominaram o mundo e oprimiram e conquistaram,
seus nomes são como letras dos nomes dos criminosos
Conquistador entre nós é aquele que sabe amar
Dá-me a flauta e canta!
E esquece a injustiça do opressor
Pois o lírio é uma taça para o orvalho e não para o sangue.
Na floresta não há crítico nem sensor
Se as gazelas se perturbam quando avistam companheiro,
a águia não diz: 'Que estranho' Sábio entre nós é aquele que julga estranho apenas o que é estranho
Ah, dá-me a flauta e canta!
O canto é a melhor loucura e o lamento da flauta sobrevive aos ponderados e aos racionais.
Na floresta não existem homens livres ou escravos
Todas as glórias são vãs como borbulhas na água
Quando a amendoeira lança suas flores sobre o espinheiro,
não diz: 'Ele é desprezível e eu sou um grande senhor'
Dá-me a flauta e canta!
Que o canto é glória autêntica e o lamento da flauta sobrevive ao nobre e ao vil.
Na floresta não existe fortaleza ou fragilidade
Quando o leão ruge não dizem: 'Ele é temível'
A vontade humana é apenas uma sombra que vagueia no espaço
do pensamento e o direito dos homens fenece como folhas de outono
Dá-me a flauta e canta!
O canto é a força do espírito e o lamento da flauta sobrevive ao apagamento dos sóis.
Na floresta não há morte nem apuros
A alegria não morre quando se vai a primavera
O pavor da morte é uma quimera que se insinua no coração
Pois quem vive uma primavera é como se houvesse vivido séculos
Dá-me a flauta e canta!
O canto é o segredo da vida eterna e o lamento da flauta permanecerá após findar-se a existência.
Letícia Sabatella/Marcus Viana
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